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Histórias reais de aprendizado docente – Parte I

Histórias reais de aprendizado docente – Parte I

Não há dúvidas do quanto a pandemia exigiu a adaptação dos professores no processo de ensino e aprendizagem. Todos, sem exceção, tiveram que aprender rapidamente a dominar recursos tecnológicos que nem conheciam. Mesmo os avessos às novas tecnologias não tiveram escolha e precisaram aprender a utilizar ferramentas e gerenciar uma sala de aula virtual, do dia para a noite. O que nossos professores aprenderam?

Neste primeiro texto, exploraremos uma pesquisa realizada para o webinar “Histórias reais de aprendizado docente” cujo foco foram os principais desafios a serem superados e quais as competências desenvolvidas, neste período de ensino remoto. A pesquisa contou com 44 respondentes do Ensino Infantil ao Superior tanto de escolas públicas quanto de privadas.

A necessidade de se adaptar exige aprendizado. Mas como ele acontece entre os professores no período de pandemia? Ao serem questionados sobre o nível de aprendizado ao qual foram submetidos, sendo 0 pouco e 5 muito, a maioria dos professores (81,8%) assinalou 4 e 5, sendo muito significativo o seu processo de aprendizagem. Sobre a forma como têm aprendido citaram: com os outros colegas professores (77,3%), seguido de tutoriais enviados pelas instituições (65,9%). Um dado interessante é que 59,1% também afirmaram ter realizado pesquisas de forma autônoma para se aperfeiçoar. Vamos conferir alguns depoimentos de professores e suas histórias reais de aprendizado?

Formação em micromomentos

Aprender o tempo todo é uma necessidade. Isto representa o conceito de long life learning, passaremos nossa vida aprendendo algo novo todos os dias. A concepção de que o aprendizado docente ocorre somente em cursos de formação também está desaparecendo. Óbvio que eles são importantes, mas o professor pode e precisa buscar o autodesenvolvimento, constantemente. E isto acontece de diversas formas, inclusive, com apoio de outras pessoas de outras áreas ou colegas professores: 

Sou uma pessoa que sempre li muitos livros, não era assídua na internet, mediante a esse novo processo de ensino aprendi muito com minhas colegas de profissão, utilizar ferramentas importantes ao nosso trabalho, como por exemplo site que elabora caça palavras (Maria Maristela Corrêa Persuhn I Benedito Novo/SC).

Aprender com nossos alunos também será uma realidade. Trocar experiências é estar aberto ao novo:

No início tive dificuldades na adaptação das aulas para o online. Teve uma situação que os alunos foram me ensinando como deveria fazer (Cintia Nazaré Madeira Sanchez I São Paulo/SP).

 

Cultura Digital

Rapidamente, os professores precisaram desenvolver a competência digital. Produzir power points, utilizar vídeo chamada, gravar uma aula, foram alguns dos primeiros desafios, como no depoimento a seguir:

Vivi várias experiências de aprendizado principalmente no que se refere ao uso de tecnologias. Uma que recordo com bastante frequência é a de ensaiar várias vezes uma vídeo aula até achar o resultado satisfatório. E quando achei que consegui fazer um ótimo vídeo, percebi muito frustrada que esqueci de apertar o botão do play. E lá fui eu começar tudo de novo! (Prof. Ensino Fundamental I).

O professor, tão acostumado com livros e pilhas de provas, precisou se adaptar ao digital, mas nem sempre de maneira tranquila. Recursos muito comuns e usuais entre empresas multinacionais e executivos, como uma reunião por vídeo chamada, passaram a fazer parte da rotina do professor também.

Estava marcada uma reunião no Teams com a equipe, coordenadora e diretora. Demorei 12 minutos angustiantes para conseguir ingressar na reunião. Não encontrava o caminho... a reunião não aparecia no calendário, nem no outlook... um sufoco! Por fim, algum anjo bom me enviou um link ou me chamou, não sei direito! Quando já estava quase conseguindo me acalmar, a diretora me chamou para que eu desse minha opinião sobre algo. Instintivamente, ao ouvir meu nome, apertei o botão vermelho (em vez de apertar o do microfone/câmera) e saí da reunião. PÂNICO! Não sei explicar como consegui voltar para a reunião tão rapidamente nem me lembro o que respondi... mas acho que deu certo no final! Hoje, quando escuto a palavra “Reunião”, já fico aflita e começo a rezar uns “12 minutos antes” para conseguir encontrar o caminho Kkkkk (Raquel Valim Kohler - São Paulo/SP).

 

Neste texto, trouxemos alguns relatos de aprendizado docente no período da pandemia. Publicaremos novos relatos. Fique atento! 😉

 

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