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Emergências da educação: a transformação digital da aprendizagem

Emergências da educação: a transformação digital da aprendizagem

O mundo acompanha com muitas incertezas os desdobramentos sociais, politicos, econômicos e educacionais provocados pelo isolamento social em virtude da pandemia causada pelo Coronavírus. A emergência requereu maior velocidade nas decisões de transformação digital.

Mais que uma medida de saúde pública soluções com tecnologias precisaram ser implementadas para as organizações manterem suas atividades de forma a não colapsar todos os seus serviços. Ainda, assim, muitos estão sendo os impactos de uma situação emergencial não prevista para 2020. O mundo se tornou online e a transformação digital  se tornou o presente.

O ano de 2020 ficará marcado na história pela pandemia causada pelo Coronavírus. Mas, também pela transformação digital de muitas organizações. A visão futurista de  Alvin Toffler  em 1980 no qual   a mídia interativa, a popularização dos emails, os bate-papo digitais e outros avanços da tecnologia da informação tornariam-se planetários se confirmou. Já em  1981, parecia coisa de  outro mundo o lançamento do PcXT, o nome do computador pessoal lançado pela IBM. E na mesma década em 1988 a popularização da internet, para os céticos uma utopia que não modificaria as práticas cotidianas, para os otimistas, a soma de computadores pessoais e internet o que precisava para uma transformação digital que viria para ficar.

Pensadores e pesquisadores atentos às grandes transformações sociais a luz do desenvolvimento das tecnologias digitais preanunciaram que as experiências tradicionais de distância e fronteiras se  transformariam completamente em virtude da “dispersão espacial e temporal” (Harvey, 1992); ou “tempos líquidos” (Baumann, 2004)  porque a sociedade deixaria de ter “relações palpáveis”; o teletrabalho com suas empresas remotas ou off-shore, escritório satélites, teve na verdade suas primeiras experiências em 1970 com Jack Nillis. A robótica educacional tem seu início com Seymort Papert em 1967 com a linguagem de programação LOGO para as crianças.

O fato é que as tecnologias digitais evoluíram drasticamente e foram transformando as práticas sociais, as crianças de hoje são chamadas de Geração Alpha, pois desde pequenas estão num cotidiano de tecnologia e já lidam com inteligência artificial, quando ativam a “Siri” do Iphone ou “Alexa” do Google, suas  habilidade de adaptação a novas tecnologias são incríveis. 

A educação vive desde a década de 1990 uma transição de práticas tradicionais para práticas online. Em apenas 30 anos milhões de alunos já obtiveram sua diplomação por meio da educação a distância. Neste momento em todo o mundo, em escala até então não imaginadas, estudantes estão imersos na continuidade dos seus estudos acessando aulas e atividades online. Os professores, que até então preservavam práticas tradicionais estão tendo que dominar tecnologias digitais para "ministrar suas aulas" de forma remota, a decisão veio em boa hora: a reinvenção da sala de aula.

O preconceito em relação à qualidade do ensino-aprendizagem online já caiu por terra. Em 2012 o Departamento de Educação do Governo dos Estados Unidos publicou uma meta-análise mostrando que escolas da Educação Básica, da Educação Profissional, Academias Militares, e Colleges que tinham adotado o uso de estratégias de aprendizagem online complementando o Ensino Presencial, estavam subindo no ranking de qualidade.

Desde março de 2020 medidas paliativas para manter o calendário escolar foram sendo implementadas por escolas e instituições de ensino. Porém, não serão suficientes após o isolamento social  provocada pela  pandemia do coronavírus. Professores e alunos não serão mais os mesmos. A expectativa é que os modelos de aprendizagem se consolidem com práticas capazes de modificar um modelo de ensino convencional milenar, pautadas em tecnologias orais e centradas no professor. É um novo tempo, nos quais  novas linguagens midiáticas se tornaram a realidade na sala de aula. O futuro chegou e os educadores precisam aproveitar a oportunidade para modificar um modelo de ensino milenar.

O grande salto na transformação das instituições educacionais perpassa pela modificação de seu modelo de ensino, esta é a discussão que pauta os encontros da Educação 4.0. Há diferentes maneiras de combinar atividades presenciais com atividades a distância, e sem dúvida, sua implementação perpassa pela revisão dos currículos, da definição das competências que irão formar o futuro profissional - associadas às necessidade do mundo do trabalho -, das novas profissões que o mercado requer, das metodologias de ensino, das tecnologias de aprendizagem, a capacitação dos professores, e também, pela mudança da cultura institucional – menos conservadora e mais aberta às inovações.

O futuro é agora. A transformação digital da sala de aula é uma necessidade e uma oportunidade de emergir em novos universos de formação: mais inovadores, com experiências não convencionais por professores e alunos. Quais as mudanças que posso realizar na aprendizagem? Nas práticas de mediação? Na comunicação com os estudantes? Nos modelos para uma aprendizagem a distância? E como tornar minha IES preparada para um ecossistema digital.

Acompanhe em nosso canal TEO, dicas e reflexões para a transformação digital de sua instituição e de sua sala de aula.

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